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Ainda sobre 2016, o coaching e as ~crises~
O ano que assumi a frente do meu sonho e isso não foi nada, nada romântico.
Foi difícil desdo primeiro dia estar à frente da carreira dos meus sonhos, tendo que ser o comercial, o marketing, o fazedor de imagens fofas para os posts e ppts, o revisor dos meus trabalhos. o financeiro e o tudo da minha empresa que por algumas vezes não foi nada, justamente porque eu não estava bem para isso, e acredite, até o último dia do ano eu tinha fracassos para contar sobre a decisão de ter deixado uma carreira de “sucesso” para começar outra do zero.
 
Descobrir, construir e viver aquilo que a gente veio fazer no mundo é zero fácil e zero flores o tempo todo, coisa que muita gente achou e acha que eu não sabia.
A verdade é que eu sabia desde o começo sim, mas eu não tinha como não ouvir a minha verdade, não consigo ser assim e até admiro quem consiga. Eu já estive aí do outro lado e sei que não é fácil acordar todos os dias e odiar ir para o trabalho, não se sentir útil com as entregas, nem incrível com todo aquele status, seja por necessidades maiores da vida (filhos, casa pra sustentar, pais para ajudar) ou por não terem as oportunidades que eu, Raquel, tive na vida – nunca foi segredo para mim que oportunidades facilitam ou dificultam uma batalha e eu fiz questão de passar esse entimento para os meus clientes, sempre.
 
Falando em oportunidades, em 2016 eu perdi várias. Deixei parcerias importantes enfraquecerem, me afastei de pessoas que sempre sonhei em estar perto, me senti uma pessoa “não adequada”, “não aceita”, “não incrível”, impotente por ter que aceitar ajuda da minha família e dos meus amigos, perdida (sim! Sou coach e me perdi em mim, sendo um ser humano) e em resumo: um fracasso. Só depois entendi que só me via assim por não saber enxergar nada além das oportunidades que eu tinha perdido e por não saber receber (nem ajuda, nem dinheiro, nem amor, as vezes). Que aprendizado foi esse! Ele vai render textos e mais textos, conteúdos mil para esse blog. rs
Mas, por fim, entendi que o fluxo foi feito exatamente como deveria ser e que, apesar de todos os meus questionamentos, foi perfeito. 
 
Digo que o fluxo foi perfeito porque, agora, no início do ano, duas clientes minhas fizeram posts nas redes sociais me agradecendo por eu ter transformado, de alguma forma, o ano de 2016 delas. Esse ano que foi duro pra maioria? Então, para elas também! Mas também foi um ano de descobertas, de reecontros com os sonhos deixados de lado, de autoconhecimento e uma nova chance para suas carreiras – assim como foi para mim. Outros clientes, alunos que assistiram minhas palestras ou participaram dos meus workshops também não mediram palavras para expressar sua gratidão. Ao todo, foram mais de 500 pessoas que interagiram com o meu trabalho de alguma forma (e para vocês, minha eterna gratidão e todo meu amor. Vocês e minha família foram a forma de me manter em pé).
 
Quando eu tento em muitas das minha discussões sobre o “faça o que você ama” me fazer compreendida, era isso que eu queria que vocês entendessem. Esse pequeno relato do meu ano, da minha crise, das minhas dores e, mesmo que pareça contraditório, das maiores conquistas que eu já pude ter: a felicidade e transformação da vida e da carreira de uma pessoa, com um dedinho meu ali.
Quando eu tento, nessas discussões, me fazer clara, o que quero fazer não é um discurso irresponsável de uma menina de classe média que teve tudo na vida e que está querendo te fazer acreditar que você pode ter a carreira dos sonhos assim, pluft, do dia pra noite seguindo os “500 passos para o sucesso e uma vida feliz de alta performance motherf*cker plus“.
 
O que quero dizer é: você vai ralar, você vai cair, vai surtar, ter crise de identidade, vai ficar deprê, maluca, vai querer desistir quase que todos os dias, vai passar perrengue de grana, de ego e se, mesmo assim, a sua verdade ainda for maior e estiver realizando impacto positivo na vida das pessoas, você vai juntar seus caquinhos fudidos, vai respirar fundo, arrumar o cabelo e tirar o pijama (pq há dias vc não tem vontade nem de tomar banho) e atender seus clientes. E eles terão sido felizes em 2016 por isso. E terão salvado o seu ano. E você vai começar a entender que o faça o que você ama vai e “sem querer” no meio de mil tretas, bate de volta em você.

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Raquel Tetti Coaching 2016
por estudiomonno